Dica de restaurante em SP: PAO – Padaria Orgânica Artesanal

Passo boa parte do meu tempo no instagram procurando lugares legais pra comer em São Paulo. Numa dessas investidas eu conheci o perfil da PAO – Padaria Orgânica Artesanal, que tem unidades em diversos pontos da cidade.

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Fui num domingo conhecer a unidade do Jardins. O conceito da PAO foi o que me chamou atenção: pães feitos a patir de fermentação natural. A loja é uma gracinha, tem um cantinho ao ar livre com algumas mesas que é uma delicia para dias bonitos. Quando eu fui tava meio chuviscando então não pude aproveitar. Lá dentro é SUPER pequenininho, com mesas minúsculas. E tava cheio! Esperei um pouquinho pra sentar e fomos muito bem atendidos. Como o carro chefe do lugar são os pães artesanais, escolhi um prato que tinha, né!

Pedi um sanduíche aberto de coalhada seca, abobrinha e cebolas caramelizadas (R$28). A casa tem 7 sabores de pães artesanais que você pode escolher. Minha escolha foi o pão de grãos 100% integral. O Rainor pegou um prato de café da manhã (que é servido o dia todo por lá), com ovos mexidos e pão de nozes e figo(R$16,50). Pra acompanhar pedi uma vitamina de açaí, suco de laranja e pó de cascas de uva(R$16). Achei bem fraquinho o sabor, sem presença e com certeza não valeu o preço.

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Já o meu sanduiche tava delicioso! Muito bem feitinho, com sabores marcantes! Pediria novamente sem dúvidas. Já o prato do Rainor tava bem seco, o ovo mexido que dizia no cardápio que vinha bem cremoso na verdade tava sem gosto, sem graça e bem seco (aquele tipo de prato que eu faço melhor em casa e pago menos por isso). O pão era bom, mas não brilhou.

No final pedimos um cafézinho e um bolo da casa que é provavelmente o bolo de chocolate mais fotogênico que eu já vi (inclusive a PAO se gaba disso no instagram). É uma bolo de chocolate amargo com 11 camadas! Tudo perfeitamente simétrico e bem saboroso, uma ótima combinação com um café! O pedaço é caro mas dá pra dividir por 2 pessoas sem miséria, inclusive achamos tão grande que acabamos deixando um pouco. O único porém é que o bolo fica em cima da vitrine totalmente exposto para o mundo! Bem na altura onde as pessoas falam e interagem com os funcionários. De começo eu achei que aquele bolo era um mockup porque era perfeito e estava exposto. Mas quando eu pedi o bolo vi que o atendente pegou aquele lá e cortou! Acho justo deixar o bolo num lugar de prestígio mas poderiam ao menos cobri-lo com um vidro, né? Perdeu muitos pontos comigo por isso.

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O total da conta deu R$105 meio caro pra um “lanche”, né? Aos finais de semana na parte da manhã a PAO oferece um buffet de café da manhã a vontade por R$48 (daí eu acho que até vale a pena).

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Oedo Onsen Monogatari em Odaiba – Japão

Conhecer um onsen grande estava na minha lista de desejos quando fomos pro Japão. O Rainor não gosta da ideia de tomar banho com um monte de estranhos, e como estávamos viajando juntos, queria que essa experiência agradasse aos dois. Por isso fiquei contente quando vi que o Oedo Onsen Monogatari era uma opção interessante caso você quisesse tomar banho ou simplesmente ter um experiência asiática legal.

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O onsen é um grande complexo com varias atividades. Você faz o “check-in”, deixa os seus sapatos na sapateira, pega uma pulseirinha com um codigo de barras e vai até outro balcão escolher sua yucata (traje tradicional japonês). Tem algumas opções de estampa e de cor de cinto para escolher. Apesar de ninguém falar inglês, eles já tem todos os passos escritos em ingles num papel. Eles olham a nossa cara de estrangeiros e já dão o papel pra gente ler. Daí é basicamente tudo na mimica. Hahaha

Com as yucatas na mãos chega a hora de ir pro vestiario (separado homem e mulher). É engraçado como a cultura é tão diferente da nossa. Apesar do japonês ser um povo super tímido e retraído, eles tem zero vergonha de ficar pelado em público. É muito parte da cultura dos banheiros públicos que ainda são populares no país. Nesse onsen, especificamente é um local que atrai muitos jovens, porque funciona quase 24 horas (fecha as 9h e abre as 11h) e além do banheiro tem restaurantes e jogos. Tinha vários grupos de amigos estudantes por lá. É legal porque é uma forma da população jovem se reunir e não deixar o costume morrer.

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Nos vestiários vocês pega uma chave de um locker e coloca as suas roupas. Pra vestir a yucata você fica só de calcinha e deixa todas as roupas nesse armário. Quando eu entrei no vestiario parecia uma barata tonta porque eu não sabia onde era o “banheiro” pra se trocar. Até que num dos corredores várias meninas peladas, se trocando ali mesmo e na hora entendi como seria. No vestiário tem um guia ilustrado de como vestir a yucata (que não é nada difícil, parece um roupão com uma faixa na cintura).

O vestiário tem a entrada para o complexo do onsen, que já sai num grande salão cheio de “barraquinhas” de brincadeiras e snacks. Me lembrou muito aquelas festas de São João que nós fazemos com brincadeiras de tiro ao alvo, pesca, acertar a latinha. Tudo com prêmios surpresas. Também tem uma grande praça de alimentação com várias opções de comidas típicas, inclusive aqueles sets com um monte tijelinhas.

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Também tem um espaço externo com um “lago” para banhar os pés, com texturas de pedra no chão para fazer massagem. Algumas pessoas ficam sentadas na beirada conversando e outras fazem esse percurso todo andando para sentir as diferentes texturas. A decoração é um charme por conta das luzinhas. Estava muito frio quando fomos e eu tinha tirado minha meia no vestiario) foi dificil andar no chão gelado mas a água quentinha do lago foi reconfortante.

A entrada do onsen propriamente dita fica do outro lado da praca de alimentacao. É dividido para homens e mulheres. Depois que passa dessa entrada, tem outro vestiário que tem um balcão com meninas distribuindo toalhas. Você pega uma toalha e uma chave para outro armário. Já nessa “sala” de armários você vê as meninas andando completamente nuas sem nenhum problema. Abri meu armário e tirei minha yucata e calcinha (sim, você fica TOTALMENTE pelada) e fui para a entrada do banheiro público que era um grande salão cheio de “piscinas” de diferentes formas e tamanhos. Tudo é muito quente (cada piscina tinha um termômetro e as temperaturas variam de 45 a 50 graus) então você imagina a nuvem de vapor que empesteia o lugar!

Normalmente onsens são feitos de fontes naturais que brotam já bem quentes. Nesse caso, não tinha fonte natural, então tinha algumas piscinas que tinham um cheiro de cloro. Antes de você entrar tem que tomar um “banhozinho” numa fonte que tem uns baldinhos. É só pegar a água da fonte e ir despejando em você. Se você quiser também dá pra realmente tomar um banho completo. Tem um monte de baias com cadeirinhas que você senta, tem chuveirinho, sabonete líquido, shampoo, condicionador e os baldezinhos. O ritual de tomar banho no Japão é bem diferente do nosso. É bem comum tomar banho sentado.

Fui para as piscinas e relaxei muito! A água quente abaixa a pressão e super relaxa. Fui em algumas que tinham jatos fortes que faziam umas massagens. Além desse espaço interno, tinha uma área descoberta com umas piscinas ao ar livre e também ofurô indivuduais. Fui pra fora e foi sofrido sair pelada num frio de quase zero graus. Meio que sai correndo até entrar num o ofurô. É normal levar uma toalhinha de rosto pra colocar em cima da cabeça ou então dar uma leve secada.

Fiquei mais ou menos uma hora por lá, tomei um banho e voltei para área dos armários que estava minha yucata. Ali naquela área também tinha algumas baias com secador de cabelo, chapinha, creme hidratante corporal. Achei bem esperto que varias marcas de beleza “pagam” para ter um espaço e serem utilizadas nos onsen. Porque é uma forma das mulheres testarem os produtos e quem sabe comprar depois.

Por motivos claros e lógicos de pessoas peladas, essa area do onsen nao pode ser fotografada. Mas acho que fui fiel na descrição. 🙂 Outro costume de quem frequenta banheiros públicos é beber leite gelado depois que sair. Logo no hall de saída tem várias maquininhas de bebida que vendem apenas leite frio para abaixar a temperatura do corpo.

Enquanto estava relaxando no onsen o Rainor ficou na praça de alimentação bebendo cerveja. Também tem salas de massagens com pacotes diferentes e tem aquela terapia de pés com peixes! Tudo isso é pago a parte, tudo o que você consome dentro do complexo é escaneado no codigo de barras da sua pulaeira pra vocês pagar tudo na saída.Os preços das massagens são bem parecidos com os preços aqui em São Paulo. A mais barata de uns 20 minutos custava em torno de R$100 e tinha pacote de até R$1000 (tinha para casais tambem).

Ficamos mais ou menos umas 2 horas por lá, voltamos ao vestiário para pegar e vestir nossas roupas (e tem umas cestas para você deixar as yucatas usadas). Você paga tudo na saída, a pulseirinha do seu braço é escaneada para ver a consumação. No nosso caso, para duas pessoas, pagamos ¥5900 = R$170 (entrada e consumação de bebidas). Não comemos nada lá e minha dica é dar uma olhadinha no site do Oedo Onsen Monogatari porque os preços de entrada variam de acordo com o horário! Se você quer ter a experiência, quer economizar e tem flexibilidade no horário vale a pena conferir para pagar menos.

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Dica de Restaurante em SP: Nico Pasta & Basta

O Nico Pasta & Basta é um restaurante no Ipiranga, relativamente novo (com 10 anos) mas já com muita tradição no bairro. O restaurante faz parte de uma rede com vários pontos de comida pelo Ipiranga.

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O salão é gigantesco, tanto que é um lugar bem popular para fazer festas de casamento. Chegamos as 20:30 e ainda tava com bastante lugar vago, mas depois de uma hora já tinha um super fila de espera. Como sempre, dou uma fuçada no instagram do restaurante antes de ir pra já saber mais ou menos qual é o esquema dos pratos e ver as fotos dos que parecem bons.

O couvert é cobrado por pessoa e é servido a vontade. São vários tipos de pães (polvilho, mandioca, italiano) e alguns acompnhamentos (manteiga, pasta de queijo, abobrinha e azeite). Não ia pedir entrada mas tev um prato que brilhou os olhos que foi o ravioli de gema com cogumelos trufados.

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Tava bom mas nao tava exepcional. Os cogumelos estavam totalmente sem gosto e sel sal (a trufa era inexistente) e a gema do ravioli passou do ponto, tava quase cozida, não teve aquele espetaculo de abrir e esparramar pelo prato.

De prato principal pedi o risoto de funghi e esse sim tava um espetáculo! Com os sabores super presentes e uma porcao um tanto quanto generosa (até levei pra casa). O rainor pediu um carbonara e achei um ultraje que eles fazem carbonara com creme de leite! Um restaurante especializado em massa fazer um carbonara com creme de leite é inadmissível.

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É um restaurante com comida ok mas não vale o preço alto. Por ter o nome “pasta e basta” inaginava comer uma das melhores massas da vida maaas não foi bem assim. Apesar do risoto ter sido otimo, não voltaria lá.

Quer comer uma massa bem delícia? Minha dica é ir ao Nona di Lucca em Moema!

O valor do couvert para duas pessoas, uma entrada, dois pratos principais e 3 bebidas foi R$240.

Endereço: Rua Costa Aguiar, 1586 – Ipiranga – SP

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