Oedo Onsen Monogatari em Odaiba – Japão

Conhecer um onsen grande estava na minha lista de desejos quando fomos pro Japão. O Rainor não gosta da ideia de tomar banho com um monte de estranhos, e como estávamos viajando juntos, queria que essa experiência agradasse aos dois. Por isso fiquei contente quando vi que o Oedo Onsen Monogatari era uma opção interessante caso você quisesse tomar banho ou simplesmente ter um experiência asiática legal.

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O onsen é um grande complexo com varias atividades. Você faz o “check-in”, deixa os seus sapatos na sapateira, pega uma pulseirinha com um codigo de barras e vai até outro balcão escolher sua yucata (traje tradicional japonês). Tem algumas opções de estampa e de cor de cinto para escolher. Apesar de ninguém falar inglês, eles já tem todos os passos escritos em ingles num papel. Eles olham a nossa cara de estrangeiros e já dão o papel pra gente ler. Daí é basicamente tudo na mimica. Hahaha

Com as yucatas na mãos chega a hora de ir pro vestiario (separado homem e mulher). É engraçado como a cultura é tão diferente da nossa. Apesar do japonês ser um povo super tímido e retraído, eles tem zero vergonha de ficar pelado em público. É muito parte da cultura dos banheiros públicos que ainda são populares no país. Nesse onsen, especificamente é um local que atrai muitos jovens, porque funciona quase 24 horas (fecha as 9h e abre as 11h) e além do banheiro tem restaurantes e jogos. Tinha vários grupos de amigos estudantes por lá. É legal porque é uma forma da população jovem se reunir e não deixar o costume morrer.

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Nos vestiários vocês pega uma chave de um locker e coloca as suas roupas. Pra vestir a yucata você fica só de calcinha e deixa todas as roupas nesse armário. Quando eu entrei no vestiario parecia uma barata tonta porque eu não sabia onde era o “banheiro” pra se trocar. Até que num dos corredores várias meninas peladas, se trocando ali mesmo e na hora entendi como seria. No vestiário tem um guia ilustrado de como vestir a yucata (que não é nada difícil, parece um roupão com uma faixa na cintura).

O vestiário tem a entrada para o complexo do onsen, que já sai num grande salão cheio de “barraquinhas” de brincadeiras e snacks. Me lembrou muito aquelas festas de São João que nós fazemos com brincadeiras de tiro ao alvo, pesca, acertar a latinha. Tudo com prêmios surpresas. Também tem uma grande praça de alimentação com várias opções de comidas típicas, inclusive aqueles sets com um monte tijelinhas.

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Também tem um espaço externo com um “lago” para banhar os pés, com texturas de pedra no chão para fazer massagem. Algumas pessoas ficam sentadas na beirada conversando e outras fazem esse percurso todo andando para sentir as diferentes texturas. A decoração é um charme por conta das luzinhas. Estava muito frio quando fomos e eu tinha tirado minha meia no vestiario) foi dificil andar no chão gelado mas a água quentinha do lago foi reconfortante.

A entrada do onsen propriamente dita fica do outro lado da praca de alimentacao. É dividido para homens e mulheres. Depois que passa dessa entrada, tem outro vestiário que tem um balcão com meninas distribuindo toalhas. Você pega uma toalha e uma chave para outro armário. Já nessa “sala” de armários você vê as meninas andando completamente nuas sem nenhum problema. Abri meu armário e tirei minha yucata e calcinha (sim, você fica TOTALMENTE pelada) e fui para a entrada do banheiro público que era um grande salão cheio de “piscinas” de diferentes formas e tamanhos. Tudo é muito quente (cada piscina tinha um termômetro e as temperaturas variam de 45 a 50 graus) então você imagina a nuvem de vapor que empesteia o lugar!

Normalmente onsens são feitos de fontes naturais que brotam já bem quentes. Nesse caso, não tinha fonte natural, então tinha algumas piscinas que tinham um cheiro de cloro. Antes de você entrar tem que tomar um “banhozinho” numa fonte que tem uns baldinhos. É só pegar a água da fonte e ir despejando em você. Se você quiser também dá pra realmente tomar um banho completo. Tem um monte de baias com cadeirinhas que você senta, tem chuveirinho, sabonete líquido, shampoo, condicionador e os baldezinhos. O ritual de tomar banho no Japão é bem diferente do nosso. É bem comum tomar banho sentado.

Fui para as piscinas e relaxei muito! A água quente abaixa a pressão e super relaxa. Fui em algumas que tinham jatos fortes que faziam umas massagens. Além desse espaço interno, tinha uma área descoberta com umas piscinas ao ar livre e também ofurô indivuduais. Fui pra fora e foi sofrido sair pelada num frio de quase zero graus. Meio que sai correndo até entrar num o ofurô. É normal levar uma toalhinha de rosto pra colocar em cima da cabeça ou então dar uma leve secada.

Fiquei mais ou menos uma hora por lá, tomei um banho e voltei para área dos armários que estava minha yucata. Ali naquela área também tinha algumas baias com secador de cabelo, chapinha, creme hidratante corporal. Achei bem esperto que varias marcas de beleza “pagam” para ter um espaço e serem utilizadas nos onsen. Porque é uma forma das mulheres testarem os produtos e quem sabe comprar depois.

Por motivos claros e lógicos de pessoas peladas, essa area do onsen nao pode ser fotografada. Mas acho que fui fiel na descrição. 🙂 Outro costume de quem frequenta banheiros públicos é beber leite gelado depois que sair. Logo no hall de saída tem várias maquininhas de bebida que vendem apenas leite frio para abaixar a temperatura do corpo.

Enquanto estava relaxando no onsen o Rainor ficou na praça de alimentação bebendo cerveja. Também tem salas de massagens com pacotes diferentes e tem aquela terapia de pés com peixes! Tudo isso é pago a parte, tudo o que você consome dentro do complexo é escaneado no codigo de barras da sua pulaeira pra vocês pagar tudo na saída.Os preços das massagens são bem parecidos com os preços aqui em São Paulo. A mais barata de uns 20 minutos custava em torno de R$100 e tinha pacote de até R$1000 (tinha para casais tambem).

Ficamos mais ou menos umas 2 horas por lá, voltamos ao vestiário para pegar e vestir nossas roupas (e tem umas cestas para você deixar as yucatas usadas). Você paga tudo na saída, a pulseirinha do seu braço é escaneada para ver a consumação. No nosso caso, para duas pessoas, pagamos ¥5900 = R$170 (entrada e consumação de bebidas). Não comemos nada lá e minha dica é dar uma olhadinha no site do Oedo Onsen Monogatari porque os preços de entrada variam de acordo com o horário! Se você quer ter a experiência, quer economizar e tem flexibilidade no horário vale a pena conferir para pagar menos.

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La Vie de Sophie: Nitrogelateria e experiências pelo mundo!

Sorveterias tem em todos os cantos, mas uma Nitrogelateria em que você pode dar a volta ao mundo num só lugar, essa só tem em São Paulo. A La Vie de Sophie é o novo ponto para quem gosta de experiências gastronômicas e um lugar agradável para passar o tempo.

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A La Vie de Sophie foi idealizado pelo casal Talita e Daniel, que se conheceram em um aeroporto, um lugar propício para a vida de viagens que eles levam juntos. Durante o namoro o casal viajou para vários países, viveram experiências maravilhosas com direito a pedido de casamento em Nova York e tudo!

E foi por conta dessas experiências que o casal resolveu abrir a Nitrogelateria, com uma atenção especial para a decoração e cardápio do lugar. Cada cantinho da loja faz referência a um lugar do mundo, tem o espaço de São Paulo, Nova York, Itália, França e Londres. E no cardápio de gelatos, doces, salgados e bebidas também tem um toque de cada cantinho do mundo.

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O Daniel é quem prepara os gelatos e tem toda uma receita secreta para fazer sempre com a mesma excelência. Não são apenas gelatos, além de serem feitos artesanalmente, os sorvetes são finalizados com nitrogênio líquido a -196. Parece conversa de cientista louco, mas não é! O motivo de usar nitrogênio líquido é porque ele não cria cristais de gelo, ou seja, esse é o sorvete mais cremoso que você vai provar! Além disso, essa fusão com o ingrediente faz as taxas de açúcares do gelato diminuirem consideravelmente (um bom argumento pra tomar gelato sem culpa!).

O Daniel capricha nas receitas! Além dos sabores clássicos ele também mistura sabores de outros países para fazer uma viagem ao mundo tomando gelato. Tem sorvete de lavanda, de mil e uma noites (doce árabe) e até de unicórnio (oi?).

Um lugar agradável com cardápio super bacana pra você que gosta de experiências gastronômicas! As comidas fotogênicas também ganharam um espacinho no meu coração.

Endereço:  Alameda Lorena, 1570 – Jardim Paulista, São Paulo – SP, 01424-002

Horários: De segunda a quinta das 08:30 as 21:30

Sexta das 08:30 as 22:30

Sábados das 08:30 as 23:30

Domingos as 10:30 as 21:30

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A cultura do Japão além do que os turistas visitam

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Fonte: Flickr/davidgsteadman

Você já deve ter visto aqui no blog e no canal sobre a viagem ao Japão e as principais coisas para fazer por lá, afinal esse país é rico em atrações e cheio de lugares lindos e divertidos. Porém hoje vamos falar sobre algumas coisas que podem parecer um pouco incomuns aos turistas tradicionais ou até não tão atraentes a um primeiro olhar, mas que são muito populares entre os próprios japoneses e fazem parte da rotina de lazer e entretenimento desse povo.

Dentre essas atividades que eles gostam de fazer nas horas vagas, um dos programas favoritos dos japoneses é cantar em karaokês. Isso é levado tão a sério que faz com que o país possua a mais alta tecnologia em relação ao assunto: aparelhos supermodernos que elevam a dificuldade da brincadeira a um nível quase que profissional.

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Fonte: Flickr/DocChewbacca

Se você for ao Japão, não pode perder a oportunidade de ir a uma casa de Karaokê – e se sua desculpa para fugir dos palcos for a língua, pode arranjar outra, pois eles possuem um lineup recheado com os principais sucessos do mundo todo. Se a vergonha lhe impedir, apenas assistir aos outros cantando já garante a diversão da noite!

Falando em coisas para fazer a noite que os nativos adoram, dentre elas está jogar em casas de Pachinko. Se você acha que Macau é o único destino asiático para o entretenimento adulto, mesmo sendo o mais procurado por turistas e sede de muitos torneios, está enganado. Quem curte apostas pode experimentar esta paixão nacional que consiste em um dos jogos mais tradicionais do país, e é uma mistura de pinball com slot machine. As casas de Pachinko são comparáveis aos cassinos de Las Vegas, sendo que uma das maiores do Japão tem quatro andares e se chama Big Apple, e fica localizada no bairro de Akihabara, em Tóquio. Outro bairro para encontrar as casas de Pachinko é o Shinjuku.

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Fonte: Wikimedia

Um dos lugares irresistíveis para compras são os 100 Yen Shops, ou Hyaku yen shopu, em que você encontra literalmente tudo (cosméticos, snacks, utensílios de cozinha, itens de jardinagem e todo o tipo de bugiganga) e o melhor, por apenas 100 Yens (aproximadamente R$ 2,70)! Elas estão espalhadas pelo país e há diversas redes diferentes, como a Seria e a Daiso, que fazem muito sucesso por lá. Aliás, a Daiso está presente no Brasil também, fica a dica. Essas lojas  se assemelham às nossas de R$1,99, mas se destacam pela qualidade (mesmo!) e variedade dos produtos.

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Fonte:Flickr/Andrea Schaffer

Outra coisa que se assemelha a algo que conhecemos, mas tem um toque especial são as Purikura, cabines de fotos instantâneas que são febre entre os jovens, nas quais é possível personalizar amplamente as imagens – sério, dá pra fazer de tudo com as ferramentas de edição e filtros disponíveis! Tudo bem que os aplicativos de celular fazem isso hoje em dia, mas é bem divertido tirar fotos dentro uma máquina, junto dos amigos e ainda imprimir sua foto na hora!

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Fonte:Flivckr/Laurent Neyssensas

Também é um belo jeito de registrar a sua passagem pelo país. Para usar essas cabines, que geralmente são temáticas, basta entrar, seguir as instruções da tela, fazer as poses (tem que ser ágil já que o intervalo entre os flashes é curto) e depois colocar fundos, textos, colagens…Fica bem legal!

Por fim, outra forma de mergulhar no universo e realidade dos japoneses é assistir a uma luta de sumô. Esse é um dos esportes mais famosos do país e tradição milenar japonesa. Algumas lutas podem parecer meio confusas quando você não é um local, mas, com certeza, esta será uma experiência diferente!

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Fonte: Flickr/Better Than Bacon

Este programa consiste em uma verdadeira imersão cultural, já que preserva os mesmos rituais e regras de quando surgiu; Porém, fora da época de campeonatos pode ser difícil encontrar uma luta para assistir, mas você pode acompanhar uma sessão de treino para ter um gostinho do esporte – a maioria das academias fica no bairro de Ryogoku.

O Japão possui uma rica e imensa riqueza cultural que vai além do óbvio – a tecnologia. Aqui, você pode descobrir o que há além do que chega aqui no ocidente. Caso tenha a sorte de visitar a terra do sol nascente em alguma oportunidade, não perca a chance de experimentar o Japão como um nativo!

A cultura do Japão além...

Fonte: Flickr/davidgsteadman Você já deve ter visto aqui no blog e no canal sobre a viagem ao Jap...
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